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© 2019 por Cubbos

  • Rachel Carneiro de Sousa

Gerações Millenials e Centennials e as novas relações de consumo: a importância da geração de valor


Tenho visto empresas de pequeno e médio portes que trazem a preocupação social em seu DNA, mas que nunca utilizam isso como estratégia de negócio. E isso acontece, geralmente, porque seus dirigentes acreditam que não deveriam misturar a filantropia da empresa com o negócio em si. Mas, se você está vivendo isso na sua empresa, eu vou te contar um segredinho: isso é geração de valor compartilhado! E não sou eu que estou falando que trabalhar atrelando negócio e filantropia empresarial é correto. Esse conceito foi elaborado em Harvard!


Há anos que as empresas vêm vivenciando um cenário de aumento de suas obrigatoriedades sociais gradativamente. São legislações específicas para mitigar o impacto social de cada etapa da cadeia de negócios, penalidades (importantes, sem dúvida!) para as empresas que não estão atentas a estas legislações ou que produzem grandes impactos sociais e ambientais (acidentalmente ou por negligência) e ainda há as exigências de contratos de investidores que atrelam planos de ação social e ambiental bem criteriosos como condição para aprovar e manter o investimento. E esse cenário foi sendo construído porque a sociedade passou a enxergar as empresas como uma das principais causas de problemas sociais e ambientais. Há a percepção de que a empresa prospera à custa da sociedade, o que faz com que ela perceba sua legitimidade de atuação caindo vertiginosamente.


Do outro lado temos uma população cada vez mais crítica e preocupada com o bem-estar social e ambiental. E, na medida em que as novas gerações vão atingindo a idade adulta, assumindo posições privilegiadas na sociedade e exercendo seu poder de consumo, essa preocupação generaliza-se cada vez mais. Vemos aí a geração Millennials que vem mudando as relações de consumo. Conforme matéria publicada no Jornal O Globo (2018), esse grupo, que tem hoje entre 18 e 35 anos, trabalha ou estuda, além de ser engajada em causas sociais e ambientais (dados obtidos em um levantamento da startup de pesquisas MindMiners). Os Centennials, pós-Millennials nascidos entre 1994 e 2010, vão intensificar ainda mais essa percepção, pois representam quase 2 milhões de pessoas e estão “ditando comportamentos, liderando mudanças culturais, desafiando o RH de diversas empresas e, muito em breve, se tornarão os maiores consumidores do mundo”, conforme matéria do Huffpost (2018).


Se juntarmos esses dois cenários é fácil perceber que as empresas que não adotarem um posicionamento social concreto, coerente e que gere impacto positivo e comprovado ficarão para traz. Então, as empresas de pequeno e médio porte que já têm em seu DNA uma preocupação social legítima e realizam algum tipo de filantropia empresarial mesmo que ainda de forma tímida e desestruturada, já saem um passo à frente, uma vez que vemos hoje somente as grandes empresas se preocupando com o propósito social (a grande maioria ainda na linha de cumprir obrigatoriedades e legislações para se manter no mercado).


O desafio das pequenas e médias empresas para se preparar para esse cenário futuro que está se configurando é conseguir se estruturar adequadamente para criar uma plataforma social coerente e alinhada aos negócios, que represente o genuíno propósito social da empresa. Precisamos trabalhar com a verdade, só ela vai legitimar as ações que serão realizadas.


Então, vamos construir o futuro com mais empatia e engajamento? Sem dúvida, toda geração de valor econômico pode gerar também valor para a sociedade!

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