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© 2019 por Cubbos

  • Rachel Barbosa Carneiro

O abismo entre a captação de recursos para projetos e a sustentabilidade financeira das Organizações

Atualizado: 24 de Ago de 2019




Você lidera ou trabalha em uma Organização Social que ainda depende da captação de recursos para cada projeto, sem conseguir contar com doadores institucionais? Gostaria que a captação de recursos fosse mais estratégica e que proporcionasse a longo prazo a sustentabilidade da sua organização social? Entendo bem suas dores!


Quando uma organização social ainda está presa nesse formato de busca de doadores que depende de projetos constantes para obter recursos e, na maioria das vezes, esses recursos não podem custear despesas fixas de manutenção da organização, atividades como avaliação, planejamento adequado e aprimoramento da gestão ficam praticamente impossíveis de serem realizadas. Isso porque a equipe precisa estar diretamente envolvida com a execução dos projetos que devem estar sempre ativos, uma vez que eles são a única fonte de recursos para a OSC.


É por essa razão que proponho uma mudança de mentalidade para a visão de Desenvolvimento Institucional. Não é apenas um novo termo adotado para a mesma finalidade como acontece com frequência. DI, como costumamos abreviar o termo Desenvolvimento Institucional, é um novo formato de trabalho, um novo olhar! Para adotar essa nova visão, a organização precisa se pensar dentro de uma unidade a partir de sua razão de existir, ou seja, seu propósito. A estratégia de captação de recursos passa a ser pensada para a OSC como um todo e não mais apenas para seus projetos.


Para efetivar essa visão na prática é preciso resolver uma equação quase matemática:




O Diagnóstico Institucional interno precisa ser o primeiro passo. É necessário reconhecer os pontos fracos da organização para poder melhorá-los, quase como uma terapia! Esse aprimoramento está diretamente ligado à ampliação do potencial de captação quando for a hora de traçar a estratégia para essa finalidade. Isso porque legitimidade e credibilidade se constroem a partir da comprovação do impacto social e da transparência, o que, em primeira instância, está diretamente ligado à gestão.


Depois dessa etapa sanada, entra em ação a Análise da Conjuntura Externa. Aí, sim, começamos a olhar para fora da organização para identificar quem seriam os potenciais doadores. Empresas? Pessoas físicas? Fundos nacionais e internacionais? Fundos públicos e privados? Fundações e institutos empresariais e familiares? Familly offices? As fontes são muitas e é preciso construir um mapa detalhado e personalizado, de acordo com o potencial da organização. Mas como fazer isso? Identificando qual é a entrega de valor que cada possível doador desejaria receber e verificando se a organização tem potencial interno de oferecer.


A partir desses cenários construídos é que podemos começar a considerar uma abordagem externa que não é de “pedidos por dinheiro”, mas de buscar construir e estreitar relacionamentos que, em médio e longo prazos, serão firmes, concretos e representarão fontes significativas e constantes de recursos para a organização.


E aí, vamos começar?


Até breve!