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© 2019 por Cubbos

  • Rachel Carneiro de Sousa

O olhar de inovação e captação de recursos para o terceiro setor


Como alguns já sabem, eu faço parte do Comitê Científico do Festival da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos) para 2019 e o tema será "O Futuro da Captação de Recursos no Brasil do Futuro" (corre lá no site da ABCR e se inscreve, o evento vai estar incrível!). E a questão do futuro da captação de recursos tem sido um tema muito latente para mim nesse último ano, tema que tenho trabalhado bastante (internamente e externamente) na i9 Assessoria e Cultura, consultoria da qual sou Sócia-Diretora.

Para mim está claro que, se precisamos pensar no futuro, estamos falando também em novas práticas de captação de recursos e inovação. E isso, provavelmente, não está ainda no que já existe, por melhor que sejam as experiências e cases das organizações sociais atualmente. Penso que essas novas práticas e, portanto, a inovação dependem de uma constante busca e construção. Acredito que esse conhecimento está em outros fóruns e ainda precisa ser adaptado para o terceiro setor, transformando-o também em ferramentas de captação de recursos.


Podemos lançar mão de ferramentas para definir geração de valor transformando o intangível em tangível, ferramentas de propósito e desenho de esfera de influência (é incrível a quantidade de organizações, inclusive as grandes, que ainda focam em falar do “o que” fazem e não o “por quê”), podemos usar storytelling para criar conexão com os doadores (desde a apresentação institucional até os materiais de captação de recursos e relatórios de prestação de contas) e usar chatbots para criar interações em maior volume com possíveis doadores de uma maneira quase pessoal. As possibilidades são muitas e ainda pouco exploradas no terceiro setor!


A inovação a partir da adaptação de conhecimentos e ferramentas de outros setores e segmentos para o terceiro setor pode acontecer sob vários aspectos: gestão, comunicação, propósito, geração de valor compartilhado. Não podemos nos acostumar a fazer somente da maneira que já fazemos e deu certo ou apenas nos inspirar (e, muitas vezes, copiar) aqueles que fizeram algo diferente ou algo de sucesso. Precisamos olhar para fora, buscar novas inspirações e lapidá-las para que elas sirvam a uma causa e gerem impacto social positivo.


As ideias não precisam estar totalmente construídas para serem compartilhadas. Elas podem (e devem) sofrer intervenções de diversas pessoas e organizações. Pode haver uma construção conjunta, mas nunca deixar esse viés de laboratório de lado. Olhando, mais uma vez para fora do terceiro setor, se o mundo está cada vez mais apostando em statups de diversos segmentos, porque acharíamos que as organizações sociais deveriam ficar de fora disso quando o assunto é captação de recursos? É isso que precisamos pensar para que o terceiro setor e a captação de recursos do Futuro continue tendo sucesso!


Você tem alguma experiência positiva de adaptação de conhecimento e ferramentas de outros setores para a captação de recursos de organizações sociais ou conhece alguém que tenha? Então conte aqui sua experiência!