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© 2019 por Cubbos

  • Rachel Carneiro de Sousa

O Propósito Institucional e como uma organização social pode se diferenciar na busca por patrocinado


No meu último artigo eu mencionei a existência de 820 mil Organizações Sociais constituídas no Brasil, sendo que 709 mil são associações civis sem fins lucrativos (de acordo com dados do IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), que provavelmente dependem de captação de recursos recorrentes para a sua sobrevivência.

Agora trago outra estatística. O BISC – Benchmarking do Investimento Social Corporativo 2018, lançado no último mês de dezembro, mostrou uma nova queda da doação das grandes empresas: de 512 milhões em 2016 para 453 milhões no ano passado.

Se fizermos uma rasa análise sobre esses dois dados, dividindo o investimento total das empresas pela quantidade de organizações sociais que dependem de captação de recursos, chegamos à soma de cerca de 600 mil reais para cada organização, sendo que não podemos desconsiderar que, no Brasil, as empresas costumam destinar parte do seu investimento social para seus próprios projetos, o que faria com que o recurso que sobra para essas organizações seja ainda menor.


Claro! Sem dúvida, as empresas não são (e não devem mesmo ser) a única fonte de recursos para organizações da sociedade civil. Há uma gama de potenciais patrocinadores com outros perfis que podem também ajudar a compor o orçamento. Mas a questão que quero trazer aqui é que continuará havendo 709 mil organizações disputando por recursos e doadores. Então, o que conta nessa corrida pela sustentabilidade financeira não pode ser somente o fato da organização defender uma causa legítima ou ter resultado para apresentar (isso quase todas têm). Estamos falando de diferenciação!


Como uma organização social pode se diferenciar se sempre dizemos que no terceiro setor não há concorrência, mas sim organizações congêneres, que podem atuar por uma mesma causa? Eu respondo: de várias maneiras! Mas, sem dúvida, a principal maneira é tendo clareza do propósito da organização. É sabendo dizer para si e para a sociedade qual é a razão de sua existência e, não somente, qual é o tipo de trabalho que a organização faz. Você pode atuar resgatando animais abandonados nas ruas e buscando adoção para eles, por exemplo. Mas por que faz isso? É por uma questão de saúde pública e limpeza das ruas ou é pelo bem estar dos animais? São propósitos absolutamente distintos para uma mesma forma de atuação e que atraem perfis de doadores também distintos.


Não há dúvidas que a principal razão pela qual uma organização existe é o primeiro critério de escolha para uma pessoa querer se tornar um doador. A primeira conexão é emocional.  Depois, existem uma série de preocupações que temos que ter para ampliar o potencial de patrocínio de uma OSC, começando pela excelência em gestão e transparência. Mas é muito importante haver um esforço de cada organização para definir e escrever seu propósito de uma maneira que qualquer pessoa possa entender. E, para isso, existem ferramentas específicas que podem ser aplicadas. Que tal tentar essa forma diferente de posicionamento?


Gostou? Quer mais informações sobre definição do propósito de uma organização social? Então entre em contato!