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© 2019 por Cubbos

  • Rachel Barbosa Carneiro

Credibilidade nas OSC's: fator decisivo para a captação de recursos

Atualizado: 24 de Ago de 2019


Nesse dia 10 de julho saiu uma reportagem no Jornal Hoje, veiculado em rede nacional pela Rede Globo de Televisão, denunciando estelionatários que atuavam no Rio de Janeiro como falsos captadores de recursos para organizações sociais da região. E o pior: esta não é a primeira vez em que um esquema de roubo como esse é desfeito. Isso pode indicar que bandidos que atuam enganando as pessoas em busca de dinheiro fácil identificaram uma porta não blindada junto ao terceiro setor que os permite atuar. Uma realidade assustadora para a manutenção do terceiro setor e das organizações com séria atuação social.


A sociedade brasileira conta, atualmente, com uma pluralidade crescente de organizações sociais que se propõe a atuar de diversas maneiras: dando suporte ao poder público ou ampliando sua abrangência de atuação, cobrindo lacunas sociais para causas cujos olhares ainda estão pouco voltados, buscando inovações que melhorem a condição de vida da população, entre outras tantas atuações. Ouso dizer, sem o suporte de nenhuma estatística, que a grande maioria desempenha um trabalho confiável, usando seus recursos financeiros com muita responsabilidade.


A grande questão aqui é que as práticas de gestão do terceiro setor ainda podem estar dando espaço para pessoas mal intencionadas, uma vez que, mesmo nas organizações mais estruturadas, a transparência ainda não é adequada. Muitas divulgam relatórios de atividades. Algumas mais avançadas divulgam grandes percentuais por tipo de despesa. Mas parece-me, ainda, que a maioria tem restrições ou dúvidas em como demonstrar claramente o uso de seus recursos. É aí que abrimos as portas para uma possível crise de credibilidade e, portanto, diminuímos nossas chances na captação de recursos.

Sempre digo e acho essencial reforçar... a captação de recursos não começa olhando apenas para o lado de fora de uma OSC, procurando onde pode estar possíveis doadores e patrocinadores. Antes disso, o olhar interno permite identificar quais são os pontos fracos da gestão que precisam ser sanados ou melhorados para ampliar o potencial de captação de recursos. Uma boa gestão é a base para a construção da credibilidade da organização. E sem credibilidade não há doação!


Sabemos que o que faz um doador decidir por uma organização é a conexão emocional que sua causa social e seu trabalho provocam na pessoa, mas, depois dessa conexão emocional, há naturalmente uma racionalização para justificar o desejo da decisão. E, quando falamos em organizações sociais, os critérios que buscamos para confirmar essa conexão e concretizar uma doação passam, necessariamente, pela relação de confiança.

Então, que tal começar agora a planejar quais passos sua organização ainda precisa trilhar para que a transparência seja um valor e a credibilidade um resultado a ser alcançado?


Até breve!